sexta-feira, 16 de maio de 2014

O sujeito e a sua relação com o álcool Claudia Fabiana de Jesus
A partir da matéria da Uol economia desta semana foi publicado relatório pela organização mundial de saúde o qual afirma que o Brasil é o quinto país da América Latina com o maior consumo de álcool per capita. Entre outros dados, o relatório indica que o consumo abusivo do álcool levou mais de 3,3 milhões de pessoas a morte em 2012. Esta informação nos faz pensar sobre a importância de repensar acerca das drogas lícitas na sociedade pois se percebe pelas politicas nacionais sobre drogas o foco nas drogas ilícitas, como o crack, o qual se tornou o “bode expiatório social”. Pontua-se que é questionável os critérios utilizados para definir o que é ilícito e o que é lícito na nossa sociedade. Neste sentido ressalta a importância da constatação dos prejuízos causados pela droga lícita, o álcool. Aliás é de se refletir a respeito da sociedade brasileira a qual lida com uma substância que ela mesma mostra que traz muitos danos, e é a mesma que patrocina muitos eventos noâ Brasil. Sabe-se que há tentativas de ações preventivas no consumo de álcool mas ainda a partir de cunho moralista, proibicionista, regida por leis externas e o foco não deve estar na substância, “ o álcool” e sim, no próprio ser humano, bem como, focar na responsabilidade do sujeito e a sua relação com o álcool. Há as políticas sobre o álcool, a proibição de vendas para menor de idade, contudo, a lei não funciona na prática, pois ela não irá controlar o desejo humano e há algo que escapa. O álcool e outras drogas estão presentes na sociedade contemporânea e há a cultura do uso do álcool para diversas finalidades e isto é da ordem do Real. È necessário encarar isto como um fenômeno atual e os jovens cada vez mais cedo experimentam e consomem álcool. Se vê a importância de trazer este assunto aos jovens sem ser pela via do proibido mas a partir da responsabilidade e este assunto não é senão ligado a sua vida como um todo. Não dá para falar sobre consumo de álcool sem falar da própria vida humana. É interessante refletir qual o lugar que o álcool ocupa na sociedade contemporânea e não há uma resposta pronta para lidar com isto, embora haja tentativas de controle social, leis, políticas, contudo, vai além destas. O álcool é um substância psicoativa que é presente, atual e está inserida na cultura brasileira e o sujeito se relaciona com a mesma em diferentes maneiras e objetivos e isto é fato. Como lidar com esta realidade, a qual também, dependendo de como o sujeito se relaciona como álcool, pode trazer danos a si mesmo e aos outros? È um desafio marcante tanto no campo de políticas públlicas como nas ações cotidianas. Há de ressaltar a responsabilidade da pessoa diante de sua relação com o álcool, da sociedade como um todo, de não se prender a ideias prontas e se ter a coragem de fazer novos questionamentos não somente acerca do álcool mas do próprio sujeito na pós modernidade. O álcool é um objeto de consumo e o sujeito deve estar implicado na sua relação com o álcool. A sociedade globalizada está sem parâmetros, mas não é sem ética e a ética pessoal pode embasar a relação do indivíduo com o álcool.

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